SINOPSE

Num país que se diz de poetas, a palavra escrita poucas vezes se ouve, o que torna a nossa poesia muito mais lida que escutada. O prazer de ouvir os versos de poetas como Pessoa, Eugénio, Sena, Sofia, entre outros, é sempre um prazer quase solitário e pouco partilhado.

A ideia de tertúlia como espaço íntimo, é tão caro a uma tradição bem portuguesa onde, para além de se ouvir os versos dos poetas se pode também usufruir do prazer de os dizer. O que nos propomos fazer é, a partir de uma ideia de intimidade quase familiar, percorrer alguns dos poemas que nos têm marcado ao longo de uma vida profissional. Versos que foram ditos em espetáculos teatrais, que foram lidos em consequência de necessidades profissionais e que, para além de tudo, nos são tão queridos como necessários. Será uma atitude narcísica fazer os outros ouvir aquilo que nos dá prazer? Preferimos pensar que é uma atitude solidária, partilhar com os outros os nossos próprios prazeres…






ANTÓNIO CAPELO

ATOR


Frequentou o Curso de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Profissionalizou-se como actor em 1977. Desde a juventude que reside no Porto e, aí tem desenvolvido a maior parte da sua actividade como actor e encenador. Integrou elencos das companhias Seiva Trupe, TEAR, A Barraca, Ensemble e Teatro do Bolhão. Paralelamente tem trabalhado nas áreas das dobragens, em cinema e em produções televisivas. Dirigiu também o Teatro Universitário do Porto. Encenador em várias destas estruturas e em outras companhias da cidade do Porto. É um dos fundadores do FITEI e também da ACE – Academia Contemporânea do Espectáculo, onde é um dos directores e o seu Director Artístico. Desde há 15 anos tem dedicado grande parte da sua actividade profissional ao ensino, tendo trabalhado com várias escolas estrangeiras. Várias vezes nomeado para os mais variados prémios de interpretação, foi prémio da crítica para melhor actor em 1983.

Participa regularmente em projectos cinematográficos, tendo sido dirigido por realizadores como Jorge Silva Melo, Teresa Villaverde, Paulo Soares da Rocha, Maria de Medeiros ou António Pedro Vasconcelos, entre outros.