SINOPSE

Poucas obras na história da música aparecem tão impregnadas de espiritualidade, não apenas no que diz respeito ao texto, mas também no que concerne à própria música. Dois foram os acontecimentos que impulsionaram Brahms a compor o seu Requiem: o falecimento, no Verão de 1856 do seu amigo Robert Schumann (o qual, paradoxalmente, também se tinha proposto a compor uma obra com o mesmo título) e, principalmente, a morte de sua própria mãe em Fevereiro do ano de 1865.

Os primeiros compassos da obra foram escritos por Brahms em 1856, e sua conclusão prolongou-se, praticamente, até pouco antes de sua estreia, na catedral de Bremen, na Sexta-Feira Santa do ano de 1868. O texto foi escolhido pelo próprio autor a partir das traduções luteranas do Antigo e do Novo Testamentos.

Com esta obra, Brahms alcançou a celebridade na Alemanha. Foi, sem dúvida a maior obra coral sacra do período romântico, muito embora não fosse um Requiem litúrgico, nos moldes católicos, mas uma cantata fúnebre, uma meditação sobre a morte, composta a partir de textos bíblicos directamente traduzidos para o alemão.

O Requiem Alemão está dividido em sete partes. O Coro Sinfónico Inês de Castro traz, agora, a público, a reinterpretação da obra para soprano, barítono, coro misto e piano.




SOLISTAS



RODRIGO CARVALHO

Barítono

Nasceu em Penacova, onde iniciou os seus estudos musicais com o Professor Celestino Ortet. É licenciado, pela Escola Superior de Educação de Coimbra, no Curso de Professores de Educação Musical do Ensino Básico e pela Universidade de Aveiro no curso de Música, vertente de Performance em Canto, na classe de Joaquina Ly.

É ainda mestre em ensino de música, na variante de canto.

Participa regularmente em cursos de Direcção Coral, tendo já trabalhado com Edgar Saramago, John Ross, Artur Pinho, Cara Tasher, Eugene Rodgers, Paulo Lourenço e Ana Maria Gonzalez. Na área do canto trabalhou com Pierre Mak, Susan Waters, Pat MacMahon, Carla Pais, Isabel Alcobia, António Salgado, Maria José Nogueira, João Lourenço e Vianey da Cruz.

Enquanto solista cantou a Oratória de Natal, a cantata Actus Tragicus e a cantata Ich habe genug, de J. S. Bach, a Missa em Dó menor de Mozart, a Petite Messe Solennelle de Rossini, o Requiem a Inês de Castro de Pedro Camacho e Ein Deutsches Requiem de Brahms.

É director artístico do Coral Magister da Mealhada, do Coro Vox et Communio de Penacova, do qual é fundador, e do Coro Misto da Universidade de Coimbra.



VERA SILVA

Soprano

Ingressou em 2000 no Conservatório Regional de Coimbra, onde estudou piano e canto com as professoras Tatiana Malguiná e Mariana Fidalgo, respectivamente. Licenciada em Canto pela Universidade de Aveiro, sob a orientação de Isabel Alcobia, concluiu no ano lectivo 2011-2012 também neste estabelecimento o mestrado em Ensino de Música, na área específica de Canto, com média final de curso de 17 valores. Fez masterclasses de aperfeiçoamento vocal com João Lourenço, Patrícia Macmahon, Claire Vangelisti, Isabel Alcobia, Magna Ferreira, Tom Krause, Susan Waters, Pierre Mak, entre outros. Integrou o Estúdio de Ópera 2011 do Teatro Nacional de São Carlos, onde teve a oportunidade de trabalhar com o pianista João Paulo Santos.

Em ópera foi Vénus em Orfeu nos Infernos, Romilda em Xerxes, João em A Casinha de Chocolate, versão portuguesa da ópera Hänsel und Gretel, 1ª Dama em Die Zauberflöte, Madame Herz em Der Schauspieldirecktor, Serpina em La Serva Padrona, Isabel em A Floresta, entre outras. Trabalhou com vários encenadores e maestros e apresentou-se a solo com a Orquestra Camerata Antiqua, Orquestra de Cordas do Conservatório de Música de Coimbra, Orquestra do XI Curso de Música Antiga, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Clássica do Centro e com o coro Hart Male Voice Choir. Integrou o Coro da Casa da Música (formação sinfónica).

Leccionou canto e coro e é maestrina do Coro Infantil de Santiago de Litém desde a sua fundação, em Outubro de 2009. A criação deste coro levou ao surgimento em 2014 de mais dois coros, o Coro Juvenil e Adulto da União das Freguesias de Santiago e São Simão de Litém e Albergaria dos Doze, sendo a maestrina destes três agrupamentos desde a sua criação até à atualidade. Atualmente é professora de coro do Conservatório de Música de Coimbra e Ensaiadora do Naipe das Sopranos no CSIC.



MAESTRO



ARTUR PINHO MAIA

Maestro

Licenciado em Direção Musical pelo Conservatório Superior de Música de Gaia, sob a orientação do Maestro Mário Mateus, estudou com Anton de Beer, Edgar Saramago, John Roos, Vianey da Cruz, Jean-Marc Burfin, Peppe Prates, Vasco Pearce de Azevedo, José Luís Borges Coelho, Ivo Cruz, António Vassalo Lourenço e Ernst Schelle.

É maestro titular e diretor artístico do Coro Sinfónico Inês de Castro, do Coro do Porto de Aveiro, do Orfeão de Vale de Cambra, do Orfeão do Paraíso Social de Aguada de Baixo e do Orfeon Académico de Coimbra orientando ainda diversos cursos de direção coral e masterclass de técnica vocal.

Foi diretor artístico e maestro titular da Orquestra Clássica do Centro, de coros académicos e de coros regionais tendo ainda como maestro convidado, dirigido a Orquestra Clássica da Madeira, a Orquestra da Universidade do Minho, a Orquestra e Coro do Conservatório Superior de Musica de Vigo, a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra do Norte, a Orquestra op. 21, a Orquestra Espoarte, a Orquestra Clássica do Centro, a Orquestra Filarmonia de Gaia e a Orquestra da Fundação Conservatório Regional de Gaia.

Desde 2012 tem dirigido a Orquestra do Norte com regularidade.

Das gravações editadas, destaca-se a primeira gravação integral dos cadernos I e II de “Fernando Lopes Graça – Canções Regionais Portuguesas” (2007).

É fundador e presidente da Associação Ecos do Passado.

Estuda direcção de Orquestra, na Escola de direcção de Orquestra e Banda, Maestro Navarro Lara.

Desde 2014 é assistente convidado do departamento de música da Universidade do Minho.


UM REQUIEM ALEMÃO


O Coro Sinfónico Inês de Castro (CSIC) é o único coro sinfónico residente, da cidade de Coimbra. Sob a regência e direção artística do maestro Artur Pinho Maria, dispõe no seu conselho artístico de quatro ensaiadores de naipe – Vera Silva (soprano), Inês Santos (soprano), Ricardo Vicente (tenor) e Rodrigo Carvalho (baixo).

O CSIC iniciou a sua atividade em 2012, chamando a si o título de “ primeiro coro do mundo a cantar com recurso a tablets”, na sua estreia ocorrida no dia 3 de Outubro de 2012, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, no âmbito de uma parceria com a Samsung Portugal, onde as habituais partituras em papel foram substituídas por suportes digitais em tablets.

O CSIC tem vindo a apresentar-se, em vários pontos do país, Espanha e EUA. Do seu reportório fazem parte algumas das mais emblemáticas obras da História da Música Ocidental tais como: o Requiem K 626, de W. A. Mozart , a Petite Messe solennelle, de G. Rossini, a Nona sinfonia, de Beethoven a Oratória de Natal, de J. S. Bach, e diversos coros de óperas de Verdi, constam ainda da música portuguesa, Requiem à memória de Camões, de J. D. Bomtempo, o Magnificat em talha dourada e as Cinco Peças de Carácter do Ciclo Inesiano, ambas de Eurico Carrapatoso, o Requiem Inês de Castro, de Pedro Macedo Camacho e ainda a Cantata Gnóstica de Jorge Salgueiro. Estas duas últimas obras foram levadas a palco pelo CSIC, em estreia absoluta.

O Coro Sinfónico Inês de Castro foi selecionado, em 2015, pela Distinguished Concerts International New York (DCINY) para representar Portugal na categoria de Coros Sinfónicos, num concerto realizado no dia 7 de março de 2016, na emblemática sala de espetáculos “Carnegie Hall” em Midtown Manhattan, na cidade de Nova Iorque.

O Ciclo de Requiem - Coimbra, que completou em 2016 a sua 4ª edição, e o Ciclo de Natal, com inicio em 2015, são duas das iniciativas Coro Sinfónico Inês de Castro, cuja proposta visa contribuir para o desenvolvimento e divulgação da música coral sinfónica.

A qualidade da sua performance foi também apreciada na Sé do Funchal, onde em novembro de 2016 atuou para mais de duas mil pessoas, numa iniciativa para angariar fundos para as vítimas dos incêndios na ilha da Madeira em agosto de 2016.

Em 2016 é lançado o primeiro CD/DVD com interpretação do Requiem a Inês de Castro de Pedro Macedo Camacho, gravado ao vivo na Sé Velha de Coimbra.

O CSIC teve também o privilégio e honra de ser dirigido por maestros de reconhecido mérito tais como José Maria Moreno, José Ferreira Lobo, Cesário Costa, Jorge Salgueiro e Pedro Neves.




PIANO



CATARINA TRINDADE

Piano

Catarina de Sousa Carneiro da Trindade nasceu a 10 de junho de 1997 na cidade de Braga. Iniciou os estudos de piano aos 5 anos com a professora Paula Peixoto. Mais tarde estudou com a professora Maria do Céu Camposinhos do 1º ao 5º grau na Companhia da Música (Braga). E no 6º grau ingressou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga onde estudou com a professora Maria Amélia Ribeiro e com quem concluiu o 8º grau. Atualmente frequenta o segundo ano da licenciatura em música no ramo de performance da Universidade do Minho, sob a orientação do professor Luís Pipa.

Trabalhou já com variados pianistas de grande nome como Miguel Campinho, Pedro Burmester, Luísa Tender, Paulo Oliveira, Justin Krawitz, Luminita Rotaru-Constantinovici, João Lima, João Bettencourt da Câmara, Jill Lawson, Luís Filipe Sá, Constantin Sandu e Angelo Guido. No âmbito da música de câmara trabalhou também com Pavel Gomziakov e Mateusz Stasto.

Obteve no Concurso de piano Maria Maia o 3º prémio na edição de 2010, uma menção honrosa na edição de 2011 e o 2º prémio na edição de 2012. Tem integrado a Orquestra Académica da Universidade do Minho não só como pianista mas também no papel de celesta e órgão. Neste contexto trabalhou com maestros como Gerardo Estrada, Vítor Matos, Pedro Neves e António Vitorino d’Almeida.

Recentemente interpretou o arranjo para dois pianos e coro do “Requiem Alemão” de Brahms com o Coro Sinfónico Inês de Castro e a pianista Natália Ferreira sob a direção de Artur Pinho Maria. Tendo prestado um concerto no Mónaco e outro na Bordighera (Itália).



NATÁLIA FERREIRA

Piano

Natália Sofia Varela Ferreira nasceu em 1991, em Braga. Aos 5 anos, iniciou os seus estudos no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga (CMCGB), na classe de piano da prof. Ana Paula Carreira. Participou em masterclasses com os professores Luís Pipa, Vlad Dimulescu, Constantin Sandu, Graham Barber, Kenneteh Hamilton, Barry Cooper, Angelo Guido, entre outros. Participou no Concurso Regional de Piano de Braga, em 2001 e 2003, ganhando, respectivamente, o 1º e o 2º prémios, no Interno de Piano do CMCGB, (2º prémio) e no III Concurso de Piano “ Paços Premium” 2009, onde ganhou o 2º prémio.

Como pianista solo já tocou no CMCGB, no Conservatório de Música de Barcelos, na ArtEduca de Famalicão, no Edifício dos Congregados – Universidade do Minho, Café Eventos (Viana do Castelo), etc.. Em grupos de Música de Câmara já atuou no CMCGB, Theatro Circo Braga, Auditório da Póvoa de Lanhoso, Banhos Velhos Caldas das Taipas, Salão Nobre e Medieval da Universidade do Minho, Café Eventos (Viana do Castelo), Auditório da EPATV (Vila Verde), etc.

Licenciou-se em Música – piano - na Universidade do Minho na classe do Doutor Luís Pipa e o Mestrado em Ensino de Música, em 2015, na mesma instituição. Em Novembro de 2012, tocou a solo com a Orquestra Académica da Universidade do Minho, o concerto para piano e orquestra nº 1 de F. Liszt, concerto que integrou o programa de “Braga – Capital Europeia da Juventude’12”. Em 2014 formou um duo de piano a 4 mãos com a pianista Filipa Andrade, obtendo no mesmo ano, o 2º Prémio no Concurso Regional de Música de Câmara de Vila Verde.

Exerce as atividades de professora de piano e pianista acompanhadora na Academia de Música de Vizela, desde 2012 e de professora de piano na Artâmega – Academia das Artes de Marco de Canaveses - desde 2016.