Orgão | João Santos

21 MARÇO | 17H

SÉ VELHA DE COIMBRA

Speaker 1

Programa




Johann Sebastian Bach (1685-1750)
1. Prelúdio em Dó maior BWV 545i

2. Pièce d'Orgue BWV 572
Très vitement
Gravement
Lentement

3. Prelúdio coral Liebster Jesu wir sind hier, BWV 731

4. Duetto em Sol maior BWV 804

5. Duetto em Mi menor BWV 802

6. Concerto em Lá menor BWV 593 [Vivaldi RV 522]
Allegro
Adagio
Allegro

7. Fuga em Dó maior BWV 545ii


Sinopse


Num acontecimento de júbilo e rara beleza, as portas da Sé Velha de Coimbra abrem-se para a comemoração do aniversário do nascimento de um dos mais aclamados e prolíficos compositores de sempre: Johann Sebastian Bach (31/03/1685-28/07/1750). Com efeito, a Bach devemos muitas das fundações sobre as quais tem repousado a música ocidental. Será João Santos, ao comando do órgão único da Sé Velha de Coimbra, a dar vida a obras que resistem ao teste do tempo. Este terceiro evento do V Ciclo de Concertos de Coimbra, inteiramente dedicado à celebração da memória do mestre do contraponto, apresentará uma viagem circular por algumas das suas obras mais famosas para órgão. O Prelúdio em Dó Maior BWV 545i abrirá caminho para a Pièce d’Orgue BWV 572 e para um Prelúdio Coral e dois Duetos. Por fim, e porque todas as viagens são de algum modo transformativas, o recital encerrará com uma variação da peça de abertura, a Fuga em Dó Maior BWV 545ii.



Biografia | João Santos


JOÃO SANTOS é licenciado em Música Sacra pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa - Porto, onde estudou com Luca Antoniotti (Órgão), Eugénio Amorim (Composição e Direcção de Coros), Cesário Costa (Direcção de Orquestra), Anselm Hartmann (Piano), entre outros.
João Santos tem-se destacado nas áreas de Órgão e Composição, tanto a nível nacional, com o 2º prémio no Concurso Nacional de Órgão do Instituto Gregoriano de Lisboa (2007), como internacionalmente, contactando com célebres organistas como T. Jellema, W. Zerer, M. Bouvard, J. Janssen, F. Espinasse, O. Latry, D. Roth, L. Scandali, entre outros.
Participou nos prestigiados concursos internacionais de órgão em Alkmaar, (Holanda), Freiberg, (Alemanha) e Innsbruck (Áustria). Efectua regularmente concertos por todo o país e estrangeiro, de onde se destacam a Catedral de Westminster (Londres), o Orgelfestival Rhür (Alemanha), a Catedral de Notre Dame de Paris, o St. Christoph Summer Festival (Vilnius), entre outros. Foi solista com a Orquestra Clássica da Madeira durante o Festival Internacional de Órgão da Madeira, 2014. É convidado com frequência para se apresentar como continuista em orquestras, nomeadamente com a Orquestra Filarmonia das Beiras. Como compositor, além de larga produção no domínio da música litúrgica, obras suas têm sido reconhecidas internacionalmente, sendo finalista no Simon Carrington Chamber Singers Choral Composition Competition (EUA) e no Musicaficta International Choral Composition Competition (Itália). No seguimento deste último, as suas obras Jesu Dulcis Memoria e Tryptich foram selecionadas para publicação pela editora Edition Ferrimontana, sediada na Alemanha. A sua transcrição para seis órgãos do Allegretto da 7ª Sinfonia de L. Van Beethoven arrecadou o primeiro prémio no concurso internacional de composição "Órgãos de Mafra", 2017. Na edição de 2019 do mesmo concurso, foi distinguido também com o primeiro prémio, desta vez com uma obra original intitulada “Magnificat”.
João Santos é pianista acompanhador do dueto de contratenores ENCANTO, com quem apresenta uma regularidade de concertos por todo o País, bem como em inúmeras digressões no estrangeiro, nomeadamente França, Suíça, Brasil, Estados Unidos, Bélgica, Inglaterra, Alemanha e Eslováquia. João Santos Dirige o Coro Carlos Seixas (Coimbra) desde a sua fundação em 2007. De 2010 a 2018, foi organista titular do Santuário de Fátima. É organista titular da Catedral de Leiria desde 2007.